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Diário do Grande ABC
Ângela Corrêa
09/09/2006
Patrícia Scotti, 37 anos, de Santo André, trabalha há 13 anos no restaurante da irmã. É encarregada de preparar as saladas, fazer os sucos, limpar as mesas e ajudar em tudo que for solicitada na cozinha. Há alguns anos, conciliava as aulas na Apae com o trabalho no restaurante e um estágio remunerado na Cetesb. “Adoro trabalhar, junto meu dinheirinho para pagar meu cabeleireiro e outras coisas. Comprei meu som com meu trabalho”,conta,orgulhosa.
Os pais, Regina, 61 anos, e Walter, 65, que ajudam a administrar o negócio, já não sabem o que é o restaurante sem a filha do meio. “Ela faz uma falta danada quando não vem por algum motivo”, diz o pai. Quando a menina nasceu, a notícia foi um tapa na cara dos jovens pais. “Disseram que ela não ia aprender nada. Que não ia se desenvolver. Pensava: ‘O que vai ser dela?’ Naquela época, eu queria dar corda no relógio até hoje para saber que daria tudo certo”, conta Regina.
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